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Texto do Dia: O que é o Amor?

1 abr

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“Mathew, 6 anos: Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos.

Rebecca, 8 anos: Quando minha avó pegou reumatismo ela não podia se debruçar pra pintar as unhas dos pés desde então é meu avô que pinta pra ela mesmo ele tendo artrite.

Karl, 5 anos: Amor é quando uma menina coloca perfume e o garoto põe loção de barba do pai e eles saem juntos e se cheiram.

Lauren, 4 anos: Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras.

Tommy, 6 anos: Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo-se há muito tempo.

Billy, 4 anos: Quando alguém te ama a forma de falar seu nome é diferente.

Chrissy, 6 anos: Amor, é quando você oferece suas batatinhas fritas sem esperar que a pessoa te oferece as batatinhas dela.

Bobby, 5 anos: Amor é o que está com a gente no Natal, quando você pára de abrir os presentes e os escuta.

Nikka, 6 anos: Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta.

Samantha, 7 anos: Amor é quando você fala pra alguém alguma coisa ruim sobre você e sentimento que essa pessoa não ame mais você por causa disso ai você descobre que ela continua te amando e ate te ama mais ainda.

Jenny, 4 anos: Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois.

Chris, 8 anos: Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford.

Cindy, 8 anos: Durante minha apresentação de piano vi meu pai na plateia me acenando e sorrindo e era a única pessoa de quem eu não sentia medo.

Noelle, 7 anos: Amor é você falar pro menino que camisa linda voce ta usando e daí ele passa a usar a camisa todo dia.

Jessica, 8 anos: Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. E se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo.

Patty, 8 anos: Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não.

Mary Ann, 4 anos: Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro.

Karen, 7 anos: Quando você tem amor por alguém seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você.

Max, 5 anos: Deus poderia ter dito palavras mágicas pros pregos caírem do crucifixo mais ele não disse, isso é amor.”

Vida: modo de usar

7 mar

Que tal ler um modo de usar, para a nossa vida? Sabe aquelas dicas que sempre lemos quando compramos um shampoo ou aquele outro produto que acabou de ser lançado e muitas vezes nem sabemos porque tanto queremos? Esse texto é mais…
Pare um pouco, esvazie-se e leia, aposto que no final, você ainda vai ficar com algumas frases na cabeça.

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Quando resolver dar alguma coisa, dê com alegria. Memorizar seu poema favorito. Não acreditar em tudo que lhe dizem. Não desacreditar de tudo que afirmam ser mentira. Quando disser te amo, demonstre com algum gesto. Quando disser “desculpe-me”, olhe a outra pessoa diretamente nos olhos. Acreditar em amor à primeira vista. Nunca puxar o tapete dos outros, geralmente você também está em cima dele. Viver apaixonadamente com todos os ferimentos que isso vai acarretar: vale a pena. Falar devagar e pensar rápido. Não julgar uma pessoa por seus familiares. Se perguntarem algo indiscreto, sorria e diga: “Por que você quer saber isso?” A conversa geralmente termina por aí. Lembrar que o grande amor e as grandes conquistas representam grandes riscos. Telefonar para seus pais e dizer o quanto os ama. Quando errar não esqueça a lição. E corrija o que for possível. Lembrar sempre de 3 coisas: respeito por você mesmo, pelos outros e por seus atos. Quando atender ao telefone, sorria ao dizer alô. Quem está do outro lado da linha vai perceber. Não deixar as pequenas brigas destruírem as grandes amizades. Casar com alguém com quem goste de conversar. Jamais esquecer que na velhice podemos perder muita coisa mas a capacidade de comunicação permanece intacta. Ficar sozinho de vez em quando. Mas apenas de vez em quando. Ler mais. ver menos TV: fica mais fácil passar aos seus filhos o que você aprendeu. Saber que o silêncio pode ser uma resposta. Orar. O poder da oração é infinito. Ler nas entrelinhas. Viver uma vida que lhe permita olhar para trás e sorrir. Em discussões com pessoas amadas, concentre-se no presente e não traga as feridas do passado. Quando viajar, visite um lugar onde ninguém mais da excursão foi. Este será seu lugar. Você pode ter qualquer coisa, mas não pode ter tudo. Lembre-se que seu caráter é um espelho do seu destino. Aproveitar a sorte quando ela está a seu favor. Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe sua ponta no mel. Peça ajuda e saiba reconhece-la. Aprender todas as regras, e transgredi algumas assim que for possível. Escolha seus amigos. E escolha seus inimigos: não dê a qualquer um a honra de enfrentá-lo. Quando alguém começar a lhe agredir verbalmente, não interrompa. Verá que a agressão se esvaziará por si mesmo. via

Beijos 😀

Texto do dia: Às vezes

22 jan

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Eu sempre tive muito medo da palavra “às vezes”. Aquele mesmo medo de quando minha mãe ia à escola pegar minhas notas e conversava com as professoras sobre o meu comportamento. A ansiedade me matava a chineladas. Eu sabia que não morreria pelas avaliações, mas apanharia pela observação do boletim: “Ótimas notas. Porém, o aluno deve calar a MATRACA durante as aulas.” Quem sabe falar nunca precisou de boca. Quem ama nunca vai precisar pedir licença para entrar. Quem sabe do que eu estou falando, no mínimo já deve ter sido chamado de abusado algum dia.
Todos os anos eu fazia uma lista antes do final do ano e planejava minhas ações para o ano seguinte. Para tu teres uma ideia, eu ainda não concluí alguns planos de 2009. Não por preguiça, mas porque a vida nos transforma. Arquitetamos planos e nos esquecemos de que, com o tempo, eles vão se solidificando ou se diluindo nas vivências. É como desejarmos passar lápis branco em uma folha de desenho. Não dá! Não pinta! Não vai colorir a vida. Aprendi a simplificar, arrumar o meu norte e focar nas prioridades. Fui percebendo que a ideia não é largarmos tudo e fixarmos no ponto almejado, é aproveitarmos o caminho até chegarmos lá. Fui percebendo que vida não é feita só de continuidades. O “para sempre” que o outro te diz, geralmente nunca é o mesmo teu. Teus familiares podem estar certos; Podem. Tua mãe não conhece teu coração melhor que tu mesmo. Teu melhor amigo poderá ser melhor que o teu pai. O caminho sempre vai ser melhor que o destino final. Ao longo dele, encontramos pessoas que levaremos para o resto de nossas vidas em nossa mochila. São fragmentos memoráveis, horcruxes que deixamos em cada espaço que um dia habitamos.
Na sexta-feira, ao finalizar uma internação, a familiar de uma paciente em estado terminal me presenteou com a seguinte situação: “Eu sei que a mãe está morrendo, sabe? Mas o que mais me conforta são as palavras dela: – ’Vou morrer feliz, minha filha. Mamãe viveu da maneira como desejou viver.’.” Tem vezes, moço, que ela fica parada, olhando pro teto e sorrindo. Conversa com pessoas já falecidas. Ainda na semana passada, dizia estar conversando com a minha avó e ficava repetindo a frase: – “Falta pouco, meu coração. Já já estou em casa.” Acho que ela não vai demorar muito para partir.
O Momento é o irmão mais velho do Às vezes. Às vezes a vida nos traz pessoas que não ficam conosco por muito tempo, vão embora antes do sol dar bom dia. Porém, precisamos conhecê-las para, muitas vezes, passarmos a nos conhecermos melhor, ajustarmos nossos controles e pontuarmos aquelas histórias que ainda se mantiam em reticências. É a oportunidade de um emprego ruim virar uma mochila de experiências, um namoro sem felicidade ganhar a busca pela motivação. A vida é feita do às vezes. Às vezes vai dar, às vezes não vai rolar. Mas o barato é este: juntarmos tudo, vivermos o mundo e almejarmos a vista da lua pela janela do quarto. Tudo isso para chegarmos ao final com a sensação no peito de valeu a pena a caminhada. Sabendo que voltaremos para casa, mais feliz de quando chegamos.

Por Guilherme Pintto

Texto do dia: Se isso não é amor, eu não sei o que é

5 jan

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Sejamos adultos e vamos encarar os fatos: garotas sempre querem compromisso. Todas, pergunte aos hormônios. Algumas apenas não sabem disso ainda. Outras, pode ser que não hoje, esta tarde, mas num futuro concreto, sim, querem compromisso. Mesmo as que não admitem, querem compromisso. Pode ser que a intenção não se manifeste ao seu lado, mas certamente há um outro carinha na parada as deixando sonhadoras. Tudo bem, pouquíssimas não querem compromisso, no entanto topam numa boa serem desafiadas. Garotas não sabem ser solteiras aos domingos, e há domingos praticamente toda semana, coisa que as empurra para um relacionamento sério e duradouro.

Aí, sem mais nem menos, ela marca um encontro contigo em algum pub ou qualquer local público aberto após o expediente. É um bar perto de onde ela mora, não muito cheio, de modo que ela escolhe um lugarzinho afastado dos beberrões. Há quadros do Jimi Hendrix e Janis Joplin, e capas clássicas de vinil pregadas na parede, acho que pra decorar. Tem algo diferente nela, talvez a ausência do sorriso que você interpreta como o início de uma TPM, ou o cabelo está diferente, ou a maquiagem pouco enérgica. Ela esconde-se atrás do cardápio, da franja, da mão pequena atulhada de aneis. Até que finalmente consegue olhar pra você e bangue! Na maior caradura, dispara o que há de novo:

“Bem, eu não sei como dizer isso, senão direto ao ponto. Bem, o ponto é que chegamos a um ponto, eu pelo menos, que a gente acaba parando pra analisar o que a gente tem. O caso é que estamos saindo já faz um bom tempo e… O que está acontecendo? Tudo e nada. Tudo: nos damos super bem e nossas conversas sempre rolam legal e eu tenho um afeto enorme por você, além da parte física que, você sabe, é deliciosa e incomum. Nada: olha, acho que a gente acabou se metendo numa confusão sem tamanho e eu me sinto enfiando os pés pelas mãos. Não sei, talvez a gente deva pegar mais leve, esse lance todo tem me deixado assustada. Enfim, não sei exatamente o que quero dizer, talvez precise de um tempo pra pensar melhor nisso, um tempo pra mim, um tempo de nós. Por isso eu sumi ontem de manhã, acordei e me dei conta que já havia uma gaveta com coisas minhas na sua casa e isso me rendeu uma espécie de apneia diurna, fiquei refletindo sobre o significado disso tudo e, sei lá. Essa situação tá insustentável pra mim, ando cheia de coisas pra fazer e não sei por onde começar. Eu não queria me apaixonar agora, é isso. Acho que a gente não deveria levar tudo tão a sério.” Continue lendo